Figma: O IPO que Desafia Expectativas e Reacende o Mercado Tech

A gigante do design gráfico supera projeções e sinaliza otimismo para novas aberturas de capital

👤 Por: Valor Moeda 📅 Data: 31/07/2025 🕒 Horário: 13:18 🏷️ Editorial: Tecnologia & Inovação Financeira
Figma: O IPO que Desafia Expectativas e Reacende o Mercado Tech
O IPO da Figma, precificado em US$ 33 por ação, não é apenas um marco para a empresa, mas também um termômetro para o mercado de tecnologia como um todo. A decisão de precificar acima da faixa esperada de US$ 30 a US$ 32, resultando em um levantamento de US$ 1,2 bilhão, demonstra a confiança dos investidores no modelo de negócios e no potencial de crescimento da Figma. Este valor, que avalia a empresa em US$ 19,3 bilhões, é particularmente significativo quando comparado à tentativa de aquisição pela Adobe por US$ 20 bilhões em 2023, que foi frustrada por questões regulatórias. A proximidade dos valores sugere que o mercado ainda reconhece o alto valor da Figma, mesmo após o colapso do acordo com a Adobe, que resultou em uma taxa de rescisão de US$ 1 bilhão paga pela Adobe à Figma. O sucesso do IPO da Figma é um sinal encorajador para outras empresas de tecnologia que buscam abrir capital. O mercado público, que esteve mais restrito, parece estar se reaquecendo, com exemplos como a emissora de stablecoin Circle e a provedora de infraestrutura de IA CoreWeave, que também tiveram estreias bem-sucedidas este ano. Isso indica uma janela de oportunidade para empresas inovadoras que demonstram solidez financeira e perspectivas de crescimento. Financeiramente, a Figma apresenta números impressionantes. No trimestre encerrado em junho, a receita da empresa variou entre US$ 247 milhões e US$ 250 milhões, um aumento de aproximadamente 40% em relação aos US$ 177,2 milhões do ano anterior. Além disso, a empresa projeta um lucro operacional entre US$ 2,5 milhões e uma perda de até US$ 500 mil para o mesmo período, uma melhora significativa em comparação com a perda de US$ 894,3 milhões registrada no ano anterior — perda essa majoritariamente impactada por custos de compensação baseada em ações. No trimestre de março, a receita cresceu 46%, atingindo US$ 228,2 milhões, e o lucro líquido triplicou, chegando a US$ 44,9 milhões. Esses dados reforçam a saúde financeira da Figma e justificam o otimismo do mercado. A estrutura acionária da Figma também chama atenção. Dylan Field, cofundador e CEO, é o maior investidor individual, com 56,6 milhões de ações antes da oferta, além de controlar o voto de outras 26,7 milhões de ações. Entre os investidores institucionais, destacam-se: -Index Ventures: 65,9 milhões de ações (17% antes do IPO) -Greylock: 16% -Kleiner Perkins: 14% -Sequoia Capital: 8,7% Todos os principais investidores estão vendendo parte de suas participações no IPO, o que é comum para monetizar o investimento e pode indicar uma visão de longo prazo sobre a estabilidade da empresa. Em suma, o IPO da Figma não é apenas uma história de sucesso individual, mas um catalisador para o ressurgimento do mercado de IPOs de tecnologia. A capacidade da empresa de superar expectativas de precificação e demonstrar crescimento financeiro robusto, mesmo após um acordo de aquisição fracassado, posiciona a Figma como um player chave a ser observado e um exemplo para futuras aberturas de capital no setor de tecnologia.

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