Bradesco (BBDC4): Lucro Robusto no 2T25 Impulsiona Otimismo e Desafia Cenário Econômico

Crescimento da Rentabilidade e Expansão do Crédito Marcam o Desempenho do Banco em Meio à Cautela do Mercado

👤 Por: Valor Moeda 📅 Data: 31/07/2025 🕒 Horário: 03:01 🏷️ Editorial: Mercados
Bradesco (BBDC4): Lucro Robusto no 2T25 Impulsiona Otimismo e Desafia Cenário Econômico
O Bradesco (BBDC4) demonstrou um desempenho robusto no segundo trimestre de 2025, com um lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões, superando as projeções de mercado que apontavam para R$ 5,95 bilhões. Este resultado não apenas representa um crescimento anual de 28,6%, mas também uma notável recuperação sequencial de 3,5% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o lucro foi de R$ 5,9 bilhões. Essa trajetória ascendente reflete a capacidade do banco de navegar em um ambiente econômico desafiador, com a rentabilidade, medida pelo Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE), atingindo 14,6% – um avanço significativo em comparação aos 11,4% do ano anterior e ligeiramente acima dos 14,4% do trimestre anterior. Um dos pilares desse crescimento foi a expansão da carteira de crédito, que alcançou R$ 1,02 trilhão no final de junho, um aumento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento de pessoa física se destacou, com uma expansão de 15,9%, enquanto o de pessoa jurídica registrou um acréscimo de 8,6%. É importante notar que parte do aumento das despesas operacionais, que cresceram 9,9% para R$ 15,9 bilhões, pode ser atribuída à consolidação do Banco John Deere, uma parceria estratégica que visa fortalecer a atuação do Bradesco nos setores de agronegócio e construção. A questão da inadimplência, um ponto de atenção no setor bancário, apresentou um cenário de estabilização no Bradesco. O índice de inadimplência acima de 90 dias total ficou em 4,1%, mantendo-se estável em relação ao final do primeiro trimestre e, inclusive, inferior ao patamar de 4,3% apurado em junho de 2024. Embora a despesa de provisão com perdas esperadas tenha atingido R$ 8,9 bilhões, um aumento de 9,1% ano a ano, o banco relaciona esse incremento ao maior crescimento das operações massificadas. Em contraste, o Santander Brasil, por exemplo, reportou um aumento de 17% nas despesas de provisão no mesmo período, o que contextualiza a gestão do Bradesco frente aos desafios macroeconômicos e aos pedidos de recuperação judicial. A margem financeira total do Bradesco também demonstrou solidez, subindo 15,8% no segundo trimestre, com um acréscimo de 16,4% na margem com clientes. A margem financeira líquida, que reflete a margem total menos a despesa de PDD expandida, registrou um aumento de 19,4%, alcançando R$ 9,9 bilhões. O negócio de seguros, previdência e capitalização, por sua vez, contribuiu com um lucro líquido recorrente de R$ 2,3 bilhões, uma alta de 4,4% em relação ao ano anterior, apesar do aumento nas provisões técnicas. Em termos de estratégia, o Bradesco manteve seu foco na otimização da rede de agências, encerrando o segundo trimestre com 2.168 unidades, o que reflete a tendência de digitalização e eficiência operacional no setor. As perspectivas para o restante do ano, segundo o presidente-executivo Marcelo Noronha, indicam que as receitas continuarão a impulsionar a rentabilidade, mesmo com a desaceleração da economia. O setor bancário brasileiro, conforme análises da Deloitte e Galileo FT, está em um período de forte investimento em digitalização e busca por crescimento sustentável em um cenário de taxas reduzidas, o que posiciona o Bradesco de forma estratégica para os próximos desafios e oportunidades.

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